Em uma operação conjunta entre forças de segurança da Polícia Nacional, foi capturada no começo da noite de ontem (15), uma das mulheres mais procuradas do Paraguai, Lourdes Teresita Ramos, filha de Alejandro Ramos, líder do grupo guerrilheiro Exército do Marechal López (EML). O trabalho contou com homens da Força-Tarefa Conjunta (FTC), da Polícia Nacional e do Ministério Público.
A prisão ocorreu em Belén Cué, no distrito de Horqueta, Departamento de Concepción. Segundo o Ministério Público, há fortes indícios de que Teresita Ramos faz parte do EML e teria envolvimento no sequestro do pecuarista Félix Urbieta, ocorrido em 2016.
De acordo com o general Abel Acuña, comandante do Comando de Operações de Defesa Interna (CODI), a captura foi realizada sem ferimentos à detida, o que possibilita obter informações valiosas sobre o paradeiro de Urbieta. Durante a ação, foram apreendidos uma arma de fogo, celulares e documentos que podem contribuir para as investigações.
O coronel Hugo Alarcón, comandante da FTC, informou que, no momento da abordagem, duas mulheres foram avistadas com mochilas. Uma delas, Teresita, se rendeu imediatamente. Já a outra, suspeita de ser sua mãe, sacou uma arma e fugiu.
O comissário Nimio Cardozo, chefe da unidade Antissequestro da Polícia Nacional, classificou a detida como um alvo estratégico de alto valor, destacando que ela se envolveu com atividades terroristas desde a adolescência.
O grupo Exército do Marechal López surgiu após uma ruptura dentro do Exército do Povo Paraguaio (EPP), liderada por Alejandro Ramos, e tem um histórico de crimes como sequestro e extorsão para financiamento de suas ações.
A justiça paraguaia deve formalizar a acusação contra Teresita Ramos nas próximas horas, com um pedido de prisão preventiva. As investigações continuam para capturar outros membros do grupo e localizar Félix Urbieta, sequestrado há quase oito anos.