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Shopping China volta a ser cenário de atentados violentos na fronteira

Atentado desta segunda-feira, 20, é mais um na extensa lista de crimes ocorridos no estacionamento do local comercial

O estacionamento do Shopping China, em Pedro Juan Caballero, na fronteira com Ponta Porã (MS), volta a ser palco de cenas de violência que assustam moradores e consumidores da região.

Nos últimos anos, o local tem sido cenário de diversos atentados armados, com vítimas fatais e grande repercussão nos dois lados da fronteira.

Com intenso movimento diário de clientes brasileiros e paraguaios, o pátio do centro comercial tornou-se, repetidamente, alvo de ações criminosas em plena luz do dia.

Em diferentes ocasiões, homens armados chegaram em veículos e abriram fogo contra pessoas que, segundo as investigações, teriam ligação com o narcotráfico e o submundo do crime organizado que atua na região fronteiriça.

Os episódios, registrados ao longo dos últimos anos, provocam pânico e sensação de insegurança entre consumidores e trabalhadores.

As autoridades policiais reconhecem que parte dos atentados tem relação direta com disputas de grupos criminosos pela rota do tráfico internacional de drogas e armas, que atravessa a linha divisória entre o Paraguai e o Brasil.

Apesar da presença constante de forças de segurança nos dois países, os ataques ocorrem sem aviso e em diferentes horários, muitas vezes em locais de grande circulação, como estacionamentos, avenidas comerciais e restaurantes.

A reincidência de atentados no entorno do Shopping China reforça o alerta sobre a vulnerabilidade da fronteira e a necessidade de medidas integradas entre as polícias brasileira e paraguaia para conter a escalada da violência.

RELAÇÃO DE CRIMES

Era maio de 2007 quando um dos atentados mais violentos da fronteira foi registrado no estacionamento do Shopping China em Pedro Juan Caballero.

Naquele dia, intenso tiroteio ocorrido no início da noite no estacionamento do Shopping China em Pedro Juan Caballero levou medo à fronteira.

O atentado deixou uma pessoa morta e outras duas feridas sendo uma em estado grave.

Segundo informações levantadas pela polícia à época, o comerciante Aldo Rocha, conhecido como ‘Aldo Manco’, morador em Ponta Porã foi o alvo e morreu na hora.

O incidente teria envolvido pelo menos cinco pessoas. De acordo com o divulgado pela polícia paraguaia à época, Aldo estava no Shopping China em companhia de outro homem.

Ambos foram baleados, mas Aldo não resistiu aos ferimentos e morreu após dar entrada no Hospital Viva Vida, no Paraguai.

O segundo baleado ficou em estado grave, segundo a polícia paraguaia, e levado a uma unidade hospitalar faleceu horas após.

Um dos autores do crime teria sido ferido durante o tiroteio, mas conseguiu fugir em companhia de outros dois homens num automóvel Astra, de cor prata.

Conforme investigação policial da época, Aldo e o homem que o acompanhava, que estava num veículo CrossFox de cor preta, haviam acabado de sair do shopping.

Eles se preparavam para entrar eu seus respectivos carros, quando surgiu o Astra, cujos ocupantes desceram armados de escopetas calibre 12 e pistolas 9 mm, tendo início o tiroteio.

O primeiro tiro, de escopeta, atingiu Aldo, que mesmo ferido tentou se refugiar atrás do carro.

NOVO CRIME

Tarde do dia 25 de junho de 2019.

Era um dia tranquilo até por volta do meio da tarde quando no estacionamento da loja de importados “Shopping China” em Pedro Juan Caballero, novo atentado tirou o sossego.

A vítima desta vez foi identificada como Milcíades Paredes, de 43 anos. Ex policial no MS, ele estava em um carro blindado.

Ele foi executado com tiros de fuzil calibre 762 e pistola 9 milímetros.

De acordo com a polícia paraguaia, ele estava fazendo compras com a família no local e quando estavam indo embora, foram perseguidos por pistoleiros.

A ação assustou muita gente que estava na loja, conhecida pelo grande movimento diário de turistas.

Além do carro da vítima, outros veículos também foram atingidos.

Ele também estava armado, mas a pistola caiu quando fugia dos pistoleiros. Acabou executado.

PONTO DE ENCONTRO

Frequentemente, o Shopping China é utilizado como ponto de encontro de supostos integrantes de facções e membros de grupos criminosos que atuam na região fronteiriça.

Essa realidade, segundo autoridades policiais, tem ligação direta com o narcotráfico e o submundo do crime organizado, que disputam espaço e influência na fronteira entre Ponta Porã e Pedro Juan Caballero.

Os ataques costumam ocorrer em plena luz do dia, sem hora marcada e em locais de grande circulação, provocando pânico entre clientes e trabalhadores.

Em várias ocasiões, homens fortemente armados chegaram em veículos e abriram fogo contra alvos específicos, fugindo logo em seguida.

A sucessão de crimes no pátio do Shopping China e nas imediações reforça o clima de tensão que há anos marca a convivência na fronteira.

Apesar de ações conjuntas entre forças policiais brasileiras e paraguaias, os atentados continuam a desafiar as estratégias de segurança pública e evidenciam a necessidade de cooperação mais efetiva entre os dois países.

Na tarde desta segunda-feira, 20 de outubro, o estacionamento do centro comercial voltou a ser palco de um novo atentado.

Dois homens foram atingidos por disparos e um deles, identificado como Jonathan Medeiros da Fonseca, morreu no local.

O ataque, executado por homens fortemente armados, ocorreu em meio ao fluxo de clientes, repetindo um padrão de violência que assusta moradores e frequentadores da região de fronteira.

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