Na madrugada de 10 de julho de 2025, agentes da PRF apreenderam uma carreta carregada de cereais e droga na MS‑156, rodovia que liga Caarapó a Amambai (MS). Sob dezenas de fardos de milho, a surpresa foi encontrar duas toneladas de skunk — uma maconha potentemente modificada com alto teor de THC — além de 200 kg de maconha comum.
O skunk, apelidado de “supermaconha”, é altamente valorizado no mercado clandestino: em grandes centros, o quilo ultrapassa R$ 12 mil. A apreensão é especialmente significativa, pois prisões anteriores na mesma rodovia envolviam apenas dezenas de quilos da droga.
O motorista, Maikon Dagmar Melo, de 32 anos, natural do Rio Grande do Sul, afirmou ter carregado milho em Aral Moreira, antes de buscar a carga no lado paraguaio da fronteira. Segundo a PRF de Dourados, ele receberia R$ 25 mil pelo transporte até Maringá (PR). Proprietário do veículo, Maikon foi preso em flagrante e encaminhado à Superintendência da Polícia Federal.
A operação reforça a intensificação do combate ao tráfico na fronteira do Mato Grosso do Sul, especialmente na zona da MS‑156 — rota estratégica para a violência e circulação de drogas e armas. A legislação brasileira prevê pena de 5 a 15 anos de reclusão para os envolvidos em transporte de entorpecentes.
