Um homicídio qualificado foi registrado na tarde de sábado (13), na Rua Locomotivas, na Vila Ferroviária. A ocorrência mobilizou equipes da Polícia Militar e da Guarda Municipal após denúncia de lesão corporal provocada por arma branca.
Segundo informações repassadas pela PM, ao chegarem ao local, agentes da Guarda Municipal indicaram que o suspeito estaria circulando nas proximidades, vestindo camiseta branca e carregando uma mochila escura. O homem foi localizado e, ao ser abordado, confessou o crime, alegando ter agido a mando de outra pessoa, em represália a um suposto furto ocorrido dias antes.
A vítima, inicialmente socorrida, não foi encontrada no Hospital Regional. Posteriormente, o Centro de Operações da PM (COPOM) informou que ela havia sido levada a um hospital no Paraguai, onde não resistiu aos ferimentos e morreu. A faca utilizada no crime foi apreendida e encaminhada às autoridades competentes, seguindo os procedimentos de cadeia de custódia.
Devido ao comportamento agressivo e ao risco oferecido, foi necessário o uso de algemas durante a condução do autor até a Delegacia de Polícia Civil, onde o caso segue em investigação.
Antecedentes criminais no Brasil e no Paraguai
A polícia paraguaia, acionada pelas autoridades brasileiras após a confirmação da morte no hospital de Pedro Juan Caballero, confirmou a identidade da vítima e detalhou sua extensa ficha criminal. Edgar Alberto Castro Salinas possuía vários registros por crimes como roubo de gado, roubo à mão armada, homicídio, entre outros delitos cometidos tanto em território paraguaio quanto brasileiro.
A morte reacende o alerta sobre o histórico de violência na região de fronteira, onde a atuação de criminosos com passagem pelos dois países é frequente. O caso está sendo investigado pelas autoridades brasileiras, que devem apurar se há envolvimento de terceiros na execução do crime.
